O Credit Suisse apontou que a Magazine Luiza seria um dos sete sobreviventes do chamado Apocalipse do Varejo. Ao lado da Asos (Inglaterra), Burlington Stores (EUA), Dufry (Suíça), Home Product Center (Tailândia), JD.com (China) e Zalando (Alemanha).

Uma condição extremamente relevante, e digna de estudo. Afinal todos querem sobreviver ao apocalipse, seja ele em qual área for.

Para começar nossa análise vamos fazer iniciar pela palavra Apocalipse.

Amplamente conhecido através da Bíblia, o livro de Apocalipse retrata os últimos dias da humanidade como a conhecemos, trazendo uma visão futura sobre o que acontecerá com toda a humanidade, independente dela acreditar ou não. Nesse sentido o que acontecerá com as pessoas?

As que estão preparadas para esse dia terão os seus corpos transformados e passarão a viver numa nova sociedade, onde tudo passará a ser diferente, do chão que se pisa à clareza do dia. E as que não estão serão condenadas na sua condição atual a um lugar de sofrimento e dor, uma morte continua e eterna. Trágico né? Mas e se for real?

Na mesma linha está previsão do mercado de um apocalipse no varejo acontecer e levar milhares de varejistas ao “inferno” chamado falência. Assim como na Bíblia, irão se salvar àqueles que acreditaram e na medida que creram se prepararam para esse dia. Que no caso do varejo significa o dia em que as lojas de varejo tradicionais serão engolidas por empresas disruptivas altamente tecnológicas.

E assim como as nossas atitudes servem como medida se um dia estaremos a salvo no apocalipse, o banco também usou uma métrica, conhecida como Cash Flow Return On Investiment(CFROI). E em cima dela analisou os principais players do varejo mundial e a partir de então construiu o relatório profético, ao qual a Magazine Luiza está entre as salvas do grande dia.

Mas realmente o que importa. De forma geral o que essas empresas tem em comum?

Um ponto em comum entre os sete sobreviventes é que todos possuem um braço de e-commerce robusto e em crescimento, e ao mesmo tempo operam seus canais físicos com grande eficiência financeira e tecnológica. Mas o que demonstra essa eficiência? Vamos para nosso quintal e analisemos o case MaLu.

Visão Omnichannel

Uma visão global da palavra Omnichannel. Seja na logística, no pós venda, ou na venda em si. A integração dos mundos online e offline em um único universo, aumenta vertiginosamente a eficiência dos recursos envolvidos. Tudo, financeiro, humano, cronológico. Todos os esforços da companhia apontam para o mesmo sentido. Não são universos separados, cheio de divisões e entraves, mas um todo coeso girando em torno do resultado de vendas.

Cultura Digital

O aculturamento de uma empresa é um dos itens mais importantes quando olhamos para o seu futuro. Afinal, construir uma cultura é algo que demanda tempo e dinheiro, e por isso muita gente demora para entrar nessa moda. Coisa que a MaLu vem investindo desde a década de 90, quando criou os primeiros terminais multimídias em suas lojas, apresentando produtos através de fitas de vídeo cassete. Passando pelo e-commerce, APPs, inteligência artificial, LuizaLabs, etc. Todo investimento feito em torno dessa construção será sentido lá na frente quando todo mundo estiver olhando para os céus e dizendo: E agora? Para esses sobreviventes a resposta já fará parte do seu dia a dia.

Foco no cliente

O olhar centrado no cliente também um dos diferenciais dessas empresas. Mas ao contrário daquele discurso romântico e encantador das palestras motivacionais. Focar no cliente significa conhecê-lo a tal ponto que você possa prever os seus passos, os seus desejos e comportamentos e assim se antever para tomadas de decisões.

No caso da MaLu, investimentos em Inteligência Artificial para prever preferências e em tecnologias que permitam compreender o comportamento do cliente/consumidor proporcionam aumento de rentabilidade e produtividade, o sonho de qualquer empresa.

Assim como uma gestão focada nos números de forma isolada, está fadada ao fracasso. Conhecer seus público é tomar conta do maior ativo de uma empresa: o coração de seus clientes.

Otimização de processos

Gostaríamos de destacar o quanto que essas empresas ganham ao unirem o ambiente fisico e digital em torno do seu cliente, e através da tecnologia prever os seus passos para otimizar processos internos.

Previsão logística, acerto de estoque, fluxo de caixa, locação de lojas, construção de centros de distribuição. Tudo é otimizado quando os dados apontam com antecedência a direção a ser seguida. Os erros são reduzidos, os acertos mapeados e a eficiência cresce em todos os sentidos.

Esse olhar para o presente descortinando o futuro é a chave do sucesso dessas gigantes, e tem permitido lucros cada vez maiores (no caso da MaLu 400%, de 2016 para 2017).

Tempo

E para finalizar, a cereja do bolo: o tempo. Quando falamos de Data Driven, a cronologia dos fatos é determinante. Afinal, quanto mais cedo se começa, mais informações se tem. Quanto mais informações, mais previsibilidade de cenários e consequentemente preparação para o futuro. Esse com certeza é o grande ativo por trás dos números de sucesso dessas empresas, e quando a concorrência enxergar a realidade, já será tarde demais. E assim como o Apocalipse biblico, naquele dia muitos serão pegos de surpresa, sem saber como, nem onde, apenas contemplarão o fim…

Que não seja nem você, nem sua empresa pegos de surpresa. O tempo de começar é agora!

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